quinta-feira, 23 de julho de 2026

O Silêncio das Urnas e a Juventude do DF: O que está afastando nossos jovens da política?

 

O Silêncio das Urnas e a Juventude do DF: O que está afastando nossos jovens da política?




Confesso que, quando li a notícia de que o número de eleitores de 16 e 17 anos no Distrito Federal caiu 63% nos últimos quatro anos, senti uma mistura de preocupação e tristeza. Em 2022, eram cerca de 31 mil jovens aptos a votar. Agora, esse número caiu para apenas 19 mil.

Mais do que uma estatística, esse dado acende um sinal de alerta.

Como pré-candidato a Deputado Federal, mas principalmente como alguém que vive o dia a dia de Brasília, conversa com pessoas de todas as regiões e acompanha de perto os desafios da nossa população, não consigo olhar para esses números com indiferença.

A pergunta que não sai da minha cabeça é simples: por que tantos jovens estão abrindo mão de participar das decisões que vão definir o próprio futuro?

O problema talvez não esteja nos jovens

É muito fácil dizer que a juventude perdeu o interesse pela política. Mas será que essa é mesmo a verdade?

Eu acredito que não.

Talvez tenha sido a política que, ao longo dos anos, deixou de conversar com a juventude.

O jovem de Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Santa Maria, Sobradinho ou do Plano Piloto olha para o cenário político e, muitas vezes, enxerga discussões que não fazem diferença na vida dele. Enquanto isso, continua enfrentando dificuldades para conseguir o primeiro emprego, encontrar um ensino técnico de qualidade, ter acesso à cultura, ao esporte, ao lazer e a um transporte público digno.

Quando as pessoas não se sentem representadas, elas acabam acreditando que participar não faz diferença.

E esse é um dos maiores perigos para qualquer democracia.




O voto é muito mais do que apertar um botão

O direito de votar aos 16 anos foi uma conquista importante da Constituição de 1988. Ele reconhece que os jovens já têm capacidade de participar das decisões do país.

Quando milhares deles deixam de tirar o título de eleitor, todos nós perdemos.

Perdemos novas ideias.

Perdemos inovação.

Perdemos criatividade.

Perdemos a coragem de quem ainda acredita que é possível fazer diferente.

O futuro não pode ser decidido sem a participação de quem vai viver esse futuro por mais tempo.

A política precisa voltar a ouvir

Quem deseja representar a população precisa entender uma coisa: política não pode aparecer apenas em época de eleição.

É preciso estar presente o tempo todo.

Ouvir mais.

Falar menos.

Construir soluções junto com as pessoas.

Se queremos reconquistar a confiança da juventude, precisamos levar o debate para onde ela está: nas escolas, nas universidades, nas comunidades, nas redes sociais e nas praças.

Precisamos discutir temas que realmente fazem parte da vida dos jovens, como:

  • oportunidades para o primeiro emprego;
  • capacitação tecnológica e profissional;
  • incentivo ao empreendedorismo;
  • fortalecimento do ensino técnico;
  • acesso à internet de qualidade;
  • cultura, esporte e lazer;
  • espaços permanentes para que a juventude participe das decisões públicas.

Uma conversa direta com você, jovem do DF

Se você tem 16 ou 17 anos, ou conhece alguém nessa idade, quero deixar um convite sincero.

Não permita que outras pessoas decidam o seu futuro por você.

Quando você deixa de votar, quem ganha não são os políticos de quem você não gosta. Quem ganha é a falta de participação.

As decisões tomadas hoje influenciam o transporte que você utiliza, a escola onde estuda, o emprego que procura, o acesso à internet, à saúde e às oportunidades que terá amanhã.

Sua voz importa.

Seu voto importa.

Sua participação faz diferença.

O futuro começa agora

O Distrito Federal precisa da energia, da criatividade e da coragem da sua juventude.

Acredito que é possível reconstruir a confiança na política quando ela volta a servir às pessoas, quando deixa de ser apenas discurso e passa a ser instrumento de transformação.

Essa é uma reflexão que faço como cidadão e como pré-candidato a Deputado Federal: precisamos aproximar novamente os jovens da política, porque sem eles não existe futuro forte, nem democracia verdadeiramente representativa.

E você, qual acredita ser o principal motivo para tantos jovens estarem se afastando da política?

Deixe sua opinião nos comentários. Vamos construir esse debate juntos.

📌 Acompanhe outros artigos e reflexões em paulinhocampello.blogspot.com.

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