sábado, 18 de julho de 2026

Por que "A Viagem" (Cloud Atlas) é o meu filme favorito

"Nossas vidas não nos pertencem. Do útero ao túmulo, estamos interligados a outros. Passado e presente. E, a cada crime e a cada ato de bondade, damos à luz o nosso futuro."

​Se você já assistiu a A Viagem (Cloud Atlas), essa frase provavelmente ficou ecoando na sua cabeça por dias. Se nunca assistiu, prepare-se para abrir a mente; ou ficar completamente maluco. Sem papas na língua, hoje vim falar sobre o filme que carrega o título oficial de meu preferido da vida.

​Lançado em 2012 e dirigido por um trio de peso; as irmãs Lana e Lilly Wachowski (as mentes por trás de Matrix) e o alemão Tom Tykwer, o filme é uma verdadeira obra-prima da ambição cinematográfica.

​A dinâmica é genial e insana: são seis histórias diferentes que se passam em épocas completamente distintas, desde o século XIX até um futuro pós-apocalíptico. Para deixar tudo ainda mais visceral, o mesmo grupo de atores (incluindo Tom Hanks, Halle Berry e Hugh Grant) interpreta personagens diferentes em cada uma dessas eras, mudando de gênero, etnia e idade através de uma maquiagem surreal.


​Por que esse filme me pegou de jeito?

  • Tudo está conectado: O filme não é apenas sobre reencarnação ou destino; é sobre como pequenos atos de coragem ou crueldade reverberam através dos séculos. Uma carta escrita em 1930 vira um livro em 2012, que vira a faísca de uma revolução no futuro.
  • Coragem de arriscar: No cinema de hoje, onde quase tudo é uma continuação previsível, A Viagem chuta o balde. Ele mistura drama de época, comédia britânica, suspense dos anos 70 e ficção científica cyberpunk em uma única costura perfeita.
  • A montagem é uma dança: O ritmo do filme é inacreditável. O corte sai de um navio no século XIX e cai direto em uma nave espacial, e faz todo o sentido do mundo por conta da trilha sonora e do sentimento da cena.

​Sei que é um filme divisivo. Tem quem ache confuso, mas, para mim, o "Língua Solta" de hoje é para exaltar o cinema que ousa ser gigante. É um filme que me faz pensar sobre o impacto que causo no mundo e na vida das pessoas ao meu redor.

​Se você já viu, me conta aqui nos comentários: qual das seis histórias é a sua favorita? E se não viu, faça um favor a si mesmo e embarque nessa viagem.

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